"A volta dos que não foram - PARTE II"
[...] Subestimando a mim mesmo, aqui estou novamente, também pudera, uma carga considerável de informações, anda sobrecarregando os neurônios que acho ainda ter em quantidades aceitáveis, mas é assim mesmo, costumo levar a sério o lance de pensar muito antes de agir, e quando não o faço me martirizo por considerar que os caminhos dos fatos talvez pudessem ser outros, se tal atitude não fosse abnegada, mas é fato que os erros nos acompanham desde o Éden, ou outrora apenas uma forma de tirar-nos o peso de aceitarmos nosso próprio fardo [...]
[...] A negação da existência, a culpa, a dor, ações e emoções, algo explosivo se untados em quantidades em demasia, mas quais as medidas aceitáveis para uma escolha? É possível manter-se inerte aos acontecimentos que em muito lhe tocam? É possível conter-se, esperar a trovoada passar, para só então acompanhar a caída da chuva? De fato lamentações, lamentações, muitas lamentações, e de que mais é feita a vida em seu derradeiro se não de lamentações [...]
[...] O futuro, algo esplendoroso quando imaginado em pomposas vidas deslumbrantes para os mais à frente ou algo bem simples para os de pouca fé, é tudo muito constante e esperar o futuro sem preparar os alicerces é bem mais comum do que em muito acreditamos, digo isso por alguns espasmos do meu próprio imbróglio, se bem tivesse parado mais para pensar talvez o meu futuro fosse mais amplo no sentido de escolhas, mas a retórica é sempre a mesma e ainda assim discutível, a opção pelo curso de administração não me deixa frustrado, muito pelo contrário me pegava pensando “não há melhor escolha a se seguir, que carreira fantástica”, isso no auge, mas quando nos vemos em um ponto, onde a sua escolha não lhe mostra caminhos para sua própria vida, saber administrar uma empresa e não sua própria vida? Identificar erros de uma grande organização e não os encontrar em algo bem em baixo de seus olhos [...]
[...] Bom, então é isso, algo mal resolvido, palavras soltas, promessas de quem no fundo sabe que não pode ou não quer cumpri-las, ou pelo menos não demonstra tal querer, é assim que a realidade nos tira da fantasia e a vida nos torna mais rígido e nos tira da areia do parquinho e nos lança no concreto da vida real, sem aberturas para investidas mesmo quando acreditamos que esse não parece ser o melhor caminho [...]
[...] Como antes, não prometo voltar, apenas me deixando levar [...]
wanderson silva

