sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Leiam e acreditem.

Gigante mesmo é a nossa fé
*Por Maurício Neves

Faz vinte e um anos, mas a lembrança é nítida como o contraste do vermelho e preto contra o verde do gramado. Vínhamos fazendo um campeonato brasileiro irregular e, durante os Jogos Olímpicos de Seul, fomos privados de Zé Carlos e Bebeto. Diante disso, e com a contusão de Zico, fomos obrigados a mandar a campo Delacires e Luvanores, com o velho Cantarele no gol, grande Canta, figura histórica, mas que naquele fim de carreira levou até gol do meio da rua, contra o Santa Cruz, no Maracanã.

Ficamos quatro jogos sem vencer. Mas aí chegou Telê Santana, Zico voltou ao time e fez uns golaços, Sérgio Araújo foi contratado e encaixou. Vencemos Santos, Guarani – um contundente 5x1 em pleno Brinco de Ouro – e Criciúma em seqüência, e para fechar o turno empatamos fora com Cruzeiro e Coritiba.

Havia uma animação geral no começo do segundo turno. Mas perdemos para o Inter no Beira-Rio, mesmo com Zicão metendo um dos mais belos gols de sua iluminada carreira. Aí escorregamos diante do Palmeiras, e com outras duas derrotas diante de São Paulo e Vitória, todos disseram: o Flamengo está fora, não chega entre os oito.

A coisa piorou de vez no Fla-Flu. Vencemos por 1x0, mas Zico se machucou de novo. Parecia que só restava terminar o campeonato com dignidade. Parecia, porque depois do Fla-Flu vencemos mais três jogos, um atrás do outro: Atlético Paranaense no Rio, Portuguesa no Canindé e Bangu, sob um sol escaldante, com um gol espírita de Alcindo. Doze pontos ganhos em doze pontos disputados. A duas rodadas do fim, estávamos no páreo.

O penúltimo jogo foi contra o Goiás, no Serra Dourada. O Flamengo pareceu sentir o esforço da arrancada de quatro vitórias, e não saiu do zero a zero. Naquele ano empate levava para os pênaltis, e o vencedor do desempate ficava com dois pontos, sobrando unzinho para o perdedor. Perdemos e saímos de Goiânia quase eliminados.

Na última rodada precisávamos vencer o Atlético Mineiro no Maracanã, e torcer por um tropeço – um empate que fosse – do Sport contra o Vitória, na Ilha do Retiro, ou do São Paulo contra o Goiás, no Morumbi. Era muito pouco provável que os já eliminados Vitória e Goiás aprontassem para cima dos tricolores pernambucano (vermelho, preto e amarelo) e paulista. Só um milagre, disse Celso Garcia na Rádio Globo, só um milagre para o Flamengo se classificar. Mas eu acredito em milagres, disse o mesmo Celso Garcia.

Na época não tinha pay-per-view, e eram raros os jogos ao vivo na telinha. O nosso passou na Globo, e foi ao pé do rádio que acompanhei os outros dois embates que nos interessavam. Segundo tempo já, o zero a zero teimava no Maracanã, no Morumbi e na Ilha do Retiro, até que Zinho apanhou uma bola desviada pela defesa, deu uma caneta num atleticano e chutou cruzado, rasteiro, para fazer 1x0. A massa rubro-negra ainda comemorava quando vieram as notícias ruins: quase ao mesmo tempo, Raí fazia 1x0 para o São Paulo, e o Sport também havia aberto o placar.

Desliguei a televisão e fiquei só no rádio. José Carlos Araújo narrava no Maracanã, e de repente perguntou a Maurício Menezes, o Danadinho, como estava o jogo no Recife. - Nada bom para o Mengão, disse Maurício, aqui só dá Sport. Então o Garotinho passou a bola para São Paulo e perguntou a Luís Carlos Silva: - E no Morumba, dá para o Goiás, Lula?

- Está difícil, disse o Lula, mas opa!, agora tem uma falta pro Goiás, Garotinho! Eu chamo de novo quando for sair a cobrança! Eu fiquei esperando o chamado, a cobrança, o gol do milagre de Celso Garcia. Luís Carlos Silva chamou, e o Garotinho disse: - Vai você, Lula!

E o Lula foi: - Atenção, Jorge Batata correu, atirooooou... LÁ DENTRO!!! Gooooooooooooooll!!! Eu pulei sozinho na sala, as vinhetas do Goiás e do Flamengo se misturaram, liguei de novo a televisão, aumentei o volume do rádio, vi Sérgio Araújo fazer o segundo do Flamengo e ouvi Luís Carlos Silva narrar o abafa inútil do São Paulo.

Vencemos, e o mesmo Goiás que havia complicado a nossa vida, complicou a vida do São Paulo. O Flamengo, que o país dava por morto e enterrado, estava classificado para as finais do campeonato brasileiro. Depois do jogo, na Rádio Globo, o vascaíno Áureo Ameno dizia que a sorte do Flamengo era gigante, quando foi interrompido por Celso Garcia: - Nada disso, Áureo. Gigante mesmo é a nossa fé.

Eu repito, duas décadas depois: gigante mesmo é a nossa fé.


VAMO QUE VAMO, MENGÃO! EU ACREDITO NO HEXA!

Gil / http://urubuzada.blogspot.com/

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TSE censura texto de Arnaldo Jabor e a internet dissemina

Arnaldo Jabor- jornalista respeitável, cineasta, escritor e critico do atual governo federal – teve por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de retirar seu texto do site da CBN, a pedido do presidente Lula, mas a maior mídia interativa fez o texto “bombar” na internet. Assim, o tiro saiu pela culatra. Veja o artigo de Arnaldo Jabor:

A verdade está na cara, mas não se impõe

O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo!!!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.

Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!!!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.

Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de “povo”, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações “falsas”, sua condição de cúmplice e Comandante em “vítima”!!!

E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados –nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....

Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me:

Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?

A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.

Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!

Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de “gafe”.

Lulo-petistas clamam: “Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?”

Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um juiz condena rápido, é chamado de “exibicionista”. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de “finesse” do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...

Mas agora é diferente.

As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em “a favor” do povo e “contra”, recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.

Teremos o “sim” e o “não”, teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: “Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades”!

http://vaniafrazao.blogspot.com

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Adriano: Imperador e guru na reta final

Atacante se especializa em motivar a equipe antes das partidas e revela que pressentiu derrota para o Barueri: ‘O clima não estava legal’

A ajuda em forma de gols, dribles e passes o Flamengo conhece. Mas nas últimas partidas, Adriano passou a se destacar também na oratória. No jogo contra o Atlético-MG, no Mineirão, foram dele as últimas palavras na corrente antes de o time entrar em campo. Deu certo.

Porém, nem só de vitórias é feita a trajetória do novo guru rubro-negro. Ele revela que antes da derrota por 2 a 0 para o Barueri fez um discurso avisando que daquela forma a equipe não ganharia.

- Não sou muito de falar. Contra o Barueri, senti uma coisa ruim e aconteceu aquilo. Desde o aquecimento eu via que o clima não estava legal.

O método de Adriano visa a levantar a autoestima dos companheiros. Na última partida, ele fez um relato breve e emocionado de sua trajetória, de como o menino descalço da Vila Cruzeiro transformou-se no Imperador, venerado pela maior torcida do país e respeitado no mundo inteiro.

- Cada um tem de ter orgulho do que é e jamais desistir dos seus objetivos. Passei força e responsabilidade aos jogadores e deixei a motivação de todos lá em cima.

Neste domingo, perseguindo o objetivo do título brasileiro, o Flamengo visita o Náutico, às 17h (de Brasília), no estádio dos Aflitos. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real, com vídeos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Envelope pardo revela: Flamengo coloca os bichos combinados em dia

Grupo recebe R$ 180 mil após o treino desta quarta-feira. Jogadores cobram premiação por partida na reta final do Campeonato Brasileiro

Petkovic caminha no CT antes de conversar com Marcos Braz Dois jogos, quatro pontos e R$ 60 mil nas mãos do elenco. A premiação casada do Flamengo é conhecida nesta reta final de Campeonato Brasileiro. No entanto, por causa das penhoras, a diretoria teve problemas para quitar o acerto combinado. Após o treino de quarta-feira, no Ninho do Urubu, o vice-presidente de futebol Marcos Braz convocou o elenco para entregar o dinheiro.


/>Um a um, os atletas saíram do vestiário com um envelope pardo nas mãos. Dentro dele o resultado da campanha que mantém o Rubro-Negro na luta pelo título a quatro rodadas do fim do campeonato. O valor dividido foi de R$ 180 mil.

Apesar do esforço da diretoria para honrar os acertos há um pedido do grupo para que o bicho seja por partida na reta final. O principal defensor da ideia é o sérvio Petkovic. Ele interpelou Braz ao fim do treino de quarta e os dois conversaram no vestiário.

- Tudo tranquilo – limitou-se a
dizer o dirigente na saída do Ninho.

Em terceiro lugar, com 57 pontos, o Flamengo volta a campo no próximo domingo contra o Náutico, no estádio dos Aflitos.

Fonte: Globo.com /eusouflamengo.com
Carrasco do Náutico, Léo Moura leva homenagem às filhas nos pés

Lateral do Flamengo fez três gols nas últimas partidas contra o adversário do próximo domingo, no estádio dos Aflitos

Isabella, a filha mais nova de Léo Moura ainda nem havia nascido quando o pai fez um dos gols da vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Náutico, em julho. Mas o lateral-direito não deixou a caçula sem homenagem. Nos dois jogos seguintes contra o time pernambucano, ele também deixou sua marca.

Léo Moura exibe as chuteiras brancas em homenagem às filhas Isabella e Maria Eduarda

- Tenho um
bom histórico contra eles. Mas todos os jogos foram bem complicados. No primeiro, fiz um gol de cabeça por cima do goleiro, depois acertei um chute no ângulo e no último aproveitei um rebote de uma finalização do Pet – relembrou.

Neste domingo, o carrasco retorna ao estádio dos Aflitos e leva nos pés chuteiras personalizadas das filhas. Há o nome de Isabella (de um ano e três meses) e Maria Eduarda (três anos) tanto no pé esquerdo quanto no direito.

- Assim não tem como uma se sentir beneficiada porque está no pé que uso mais –
brincou o destro.

Para repetir o retrospecto contra o Timbu, Léo Moura pede auxílio ao companheiro de quarto. Adriano está acostumado a fazer gols. São 18 no Brasileiro e alguns com passes do lateral.

- Chegou a hora de ele me devolver um presente (risos). Eu sei a maneira de ele jogar e vice-versa. Nos entendemos no olhar – contou.

Em terceiro lugar, com 57 pontos, o Flamengo volta a campo no próximo domingo contra o Náutico, no estádio dos Aflitos.

Fonte: Globo.com /eusouflamengo.com